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NR-1 e riscos psicossociais: o que a empresa precisa fazer
Desde maio de 2026, a NR-1 pede que a empresa inclua os fatores de risco psicossociais do trabalho no gerenciamento de riscos: identificar, avaliar, registrar no inventário do PGR e ter um plano de ação com medidas e prazos. A avaliação é sobre como o trabalho está organizado (volume, autonomia, apoio, assédio), não sobre a saúde de cada pessoa.
O que mudou na NR-1?
A Portaria MTE 1.419/2024 atualizou o capítulo de gerenciamento de riscos ocupacionais (GRO) da NR-1 para incluir, de forma expressa, os fatores de risco psicossociais relacionados ao trabalho. O prazo para as empresas se adaptarem terminou em maio de 2026.
Na prática, os riscos psicossociais entram no mesmo processo dos riscos físicos, químicos e de acidentes: estão no inventário de riscos e no plano de ação do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR). Quem responde pelo PGR é a empresa, com o responsável técnico de segurança do trabalho.
Quais fatores avaliar?
O guia do Ministério do Trabalho sobre o tema lista fatores ligados à organização do trabalho. A escuta de riscos da MeetIA pergunta sobre estes 13:
- Volume de trabalho e ritmo (dá para terminar no horário, há pausas).
- Trabalho com sentido (o trabalho usa o que a pessoa sabe fazer).
- Autonomia e participação nas decisões.
- Clareza do papel e ordens que combinam entre si.
- Apoio do gestor e dos colegas.
- Reconhecimento.
- Justiça: regras iguais para todos e decisões explicadas.
- Relacionamentos no time.
- Comunicação: a informação chega a tempo.
- Mudanças avisadas antes e explicadas.
- Respeito e assédio, e liberdade para relatar sem medo.
- Situações de violência, agressão ou ameaça.
- Trabalho remoto ou isolado.
Como ouvir as pessoas sem expor ninguém?
O anonimato depende de regras que o sistema cumpre sozinho. A resposta não guarda o nome nem a hora. O resultado só aparece depois de encerrar e somado por grupo, com no mínimo 5 respostas por grupo. Ninguém, nem quem administra o sistema, lê respostas soltas.
As perguntas falam do trabalho, nunca da saúde: "Dá para terminar o trabalho dentro do horário normal?" em vez de "Você se sente ansioso?". Pergunta sobre saúde é dado sensível na LGPD e não cabe numa avaliação de riscos da organização do trabalho.
O que vai para o inventário e para o plano de ação?
A escuta é uma das fontes da avaliação, junto com indicadores (afastamentos, rotatividade, horas extras) e a observação do trabalho. O que entra no PGR:
- No inventário: o fator, o grupo ou setor exposto, como foi identificado e a avaliação do risco.
- No plano de ação: a medida, o responsável, o prazo e como o resultado vai ser acompanhado.
- Uma nova escuta depois das medidas, para ver se o fator melhorou.
Exemplo fictício · Escuta de riscos do CD Norte (42 respostas) Fator: Volume de trabalho · média 2,1 de 5 "Dá para terminar o trabalho dentro do horário normal?": 64% Nunca ou Raramente Medida: reforço de 2 pessoas no turno da noite em novembro e dezembro (pico do Q4) Responsável: gerente do CD Norte · Prazo: 01/11/2026 Acompanhamento: nova escuta em fevereiro de 2027
Perguntas frequentes
A NR-1 obriga a fazer pesquisa com os empregados?
A norma pede que a empresa identifique e avalie os fatores de risco psicossociais, e ouvir as pessoas é a forma mais direta de fazer isso. O método é escolha da empresa e do responsável técnico.
Pesquisa de clima serve para a NR-1?
Sozinha, não. O clima mede como as pessoas se sentem; a avaliação de riscos pergunta como o trabalho está organizado. As duas podem ser feitas, mas com perguntas diferentes.
Quem pode ver as respostas da escuta de riscos?
Ninguém vê respostas individuais. O resultado é somado por grupo, com no mínimo 5 respostas, e vai para quem cuida do PGR.
Como a MeetIA ajuda?
A escuta de riscos (plano Empresa) traz as perguntas prontas, manda um link para cada pessoa, guarda o anonimato no banco de dados, transforma as medidas em ações com dono e prazo e envia o resultado somado para assinatura eletrônica, para o responsável técnico anexar ao inventário.
A MeetIA grava a reunião e entrega a ata, as decisões e o plano de ação prontos para revisar.
Na sala ou por videochamada, sem robô na chamada, em português.
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